histerias e pequenas maldades…

Mulher adora um bafo!

agosto 25, 2009 · Deixe um comentário

A maioria das vezes não é por maldade. Mas mulher geralmente adora um bafinho, um evento pra comentar durante a semana, uma fofoquinha. É a amiga que está saindo com o cara que já pegou todo mundo, é aquele casal que se formou na última festa, o casal que se separou na última festa, o que reapareceu com os novos pares. Logo uma liga para a outra e comenta: Bafoooooo, você não sabe quem… Quando são comentários inocentes, fofoquinha pura entre amigas, ok. O problema é gente que quer CAUSAR o bafo. Coloca a amiga contra o ficante, diz que foi xavecada, lança aqueles “cuidado com fulano, vi numa festa com…” pronto. O circo está armado e o bafo da semana pode ser… VOCÊ! Lembro-me de quando estava apenas ficando com meu bofe. Estava trabalhando, na boa, tocava o telefone: “olha, vou te contar. O fulano estava naquela festa e… Aí comentaram de você que… E a fulana…” Pronto! Me enrolavam numa história da qual eu nem havia desfrutado! Me dava uma preguiça, um bode… Perdia um TEMPO com isso… Mas logo descobri a solução para meus problemas. O “desmistificador” Tabajara. Encontrava o bofe, o bafo, o bode e “Opa! Qual é? Isso, aquilo, vamos lá minha gente!” Com isso consegui afastar as “bafohunters” e já posso trabalhar em paz. Então, quando aquela amiga que é bacana, divertida, chega para te enfiar em uma fofoquinha, não acredite prontamente em tudo só porque ela é sua amiga. É sua amiga sim, uma fofa. Mas é mulher. E mulher adora um bafo.

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ACHO QUE ANDO COM O HD CHEIO…

julho 22, 2009 · Deixe um comentário

Acho que ando com o HD cheio. É tanto tempo em frente à tela do computador, trabalhando ou twittando, flickerando, fotologando, myspaceando etc. que a mente começa a funcionar de forma parecida à da máquina… Pelo menos a minha!

Tenho me surpreendido fechando janelas, cortando pessoas da minha rede de relacionamentos, organizando planilhas mentais, coisa de maluco! Ou será isso que o Exterminador do Futuro queria dizer? (Alguém que viveu a adolescência nos anos noventa por aí?) Dia desses fui a uma festa na casa de um casal querido. Lá chegando, abri todas as telas no meu desktop mental (a tecla F9 para quem tem Mac) e me deparei com diversas janelas de bate-papo espalhadas pela sala, cozinha e quintal. Fui fechando uma a uma, nada interessante. Ninguém pra adicionar. Então olhei para frente da televisão, e algumas meninas dançavam Thriller (antes do Michael morrer, ok?) fechei o Youtube.

Olhei para o meu filho e abri a planilha: fome? Ok, garoto alimentado. Frio? Ok, guri tá parecendo um boneco de neve de tanta blusa. Censura? Ok, por enquanto o nível alcoólico geral não oferece riscos à sua integridade mental.

E eis que eu, que não bebo alcool ha 10 anos dou um grande gole num copo de whiskão, pensando que fosse meu guaraná. Cuspo de volta, meus olhos lacrimejam, lavo a boca e: error. O windows cometeu uma operação ilegal e será fechado. Pego o guri com a desculpa que criança precisa dormir cedo e, com o desktop limpo, desligo a máquina do infortúnio.

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Sexo não!

março 19, 2009 · 1 Comentário

A primeira vez que ouvi uma amiga dizer “não gosto de sexo” fiquei chocada, confesso. Estávamos em quatro ou cinco garotas conversando sobre… Enfim, sexo. E ela soltou a frase ao vento, blasé, apenas mais um comentário sobre o assunto. “Como assiiiiiim?” clama a arquibancada. “Ai gente, assim. Não gosto e pronto! Não gosto do ato, acho desnecessário, acho a troca de fluidos nojenta. Faço, mas não gosto”. A inquisição continuou por pares de horas. Questionamos se ela não estaria com o/a parceiro/a errado/a, se tinha passado por algum trauma, enfim, tudo que você está pensando agora. E a resposta era sempre “Não. Apenas não gosto”. Como quem não gosta de verduras, ou calça cáqui. Passou. Anos e uma vida depois, tenho reparado que isso é um movimento (ou falta de, num trocadilho horroroso). Sim, amiguinhas! Em época de mulheres frutas, gravidez aos 11 anos, putaria comendo solta na internet e siliconadas dominando a parada, há quem simplesmente não goste da coisa. Ou não queira. Ou simplesmente não ligue. Há religiosos (com menos de 20 anos) fazendo passeatas aos domingos em grandes avenidas contra o sexo antes do casamento – atrapalhando o sono de repórteres inclusive, porque os caras acordam cedo – há bandas e atores adolescentes divulgando o anel de pureza (como o da foto, para avisar que só perderão a virgindade na lua de mel) e há os… (que rufem os tambores) ASSEXUADOS! Os caras têm páginas e páginas de comunidades no orkut! São pessoas que, como a minha amiga supracitada, simplesmente não fazem sexo. Por não gostar, não querer, não achar importante. Achei um site chamado Refúgio Assexuado, que explica qual é a dos caras. Mas eu não entendi nada.

 

Será uma seita? Um movimento causado por dias extremamente sexistas? Invenção de geeks malucos? Serão os hormônios do frango? Efeito da soja transgênica? Uma nova psicose? Sexo não se enquadra mais na regrinha nascer, crescer, (reproduzir) e morrer? Alguém me ajuda?

 

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O valor do silêncio [masculino]

fevereiro 26, 2009 · 2 Comentários

Ok. Eu sei que mulher fala demais, fala o que não deve, o que deve, às vezes fala pelos cotovelos – principalmente na TPM. Mas os homens perdem MUITAS oportunidades de ficarem calados. Hoje na pausa para o café uma amiga contou um desses episódios. O caso/rolo/namorinho, em um momento de (des)inspiração disparou: “Dia tal minha chefe vai dar uma festa. Mas ela disse que não é para a gente levar qualquer menina que esteja comendo, só as que valem a pena, as namoradas”. Por mais que ela estivesse curtindo o descompromisso, É ÓBVIO que aquilo ficou grifado verde fluorescente em seu cérebro feminino.

 

Pois chegou o dia X. Ele liga para ela e pergunta: “o que você vai fazer amanhã?” e ela: “nada, e você?” esperando seu novo cargo: namorada ou qualquer-menina-que-ele-estava-comendo. Eis que o bonito responde: “Ah, minha chefe vai dar uma festa, eu vou passar por lá, mas saio cedo e te ligo”. Aluninhos, respondam para a tia: Ela vai atender a ligação? NÃO! Como diriam meus amigos cariocas: PERDEU, PLAYBOY! Aprendam o valor do silêncio, meus amores! Livrem a si próprios de constrangimentos desnecessários e corações partidos. A não ser que sejamos suas amigas, NÓS NÃO SOMOS SEUS AMIGOS! Quando sua namorada perguntar “Você acha que eu estou gorda?” NUNCA diga que sim! O mesmo se aplica a perguntas como “minha mãe não é uma megera?” Ou “Esse corte não ficou horrível?” ou “esse vestido marca meu culote?” Essas definitivamente não são perguntas. São apenas oportunidades para que vocês nos mimem e aumentem nossa autoestima, ok?

 

E na falta de algo bacana para falar, beijem! Façam um carinho! Mas procurem ler livros, jornais, ver filmes e descobrir novas bandas. Assim os assuntos nunca irão faltar e vocês não caem na besteira de falar algo impróprio como nosso amigo acima.

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O Behind the Scenes de cada um

fevereiro 9, 2009 · 4 Comentários

Eu já trabalhei em uma agência de publicidade. Já vi muitos eventos serem montados, grandes e pequenos. E é sempre a mesma coisa: no final, tudo fica lindo. Mas a montagem é tensa, dá trabalho, muitas vezes gera brigas, e no “behind the scenes” atrás do cenário, há os fios passando, material, gente correndo de um lado para o outro, problemas a serem resolvidos, uma lâmpada que queima, etc. Quem chega a um show, teatro, festival ou evento especial que seja, fica – na maioria das vezes – maravilhado com o resultado e nem imagina nada disso.

Esses dias estava pensando na inveja. Sim, todos sabemos que esse é um sentimento bem feio, certo? Mas, para algumas pessoas, creio que seja inconsciente – prefiro pensar assim. Tomo por mim: um dia uma menina chegou para mim e disse “Queria ser você. Você tem um filho lindo, trabalha em uma revista bacana e forma um casal perfeito com o fulano”. Fiquei indignada. Como assim, queria ser eu? Mal sabia ela que a revista bacana não me pagava há meses, eu estava endividada no banco, pedindo dinheiro emprestado para comprar fraldas, passava o maior perrengue todos os dias driblando tensões causadas por tudo isso, me sentia super sozinha e… ok, meu filho é lindo mesmo. Isso é indiscutível.

Saí da revista porque não me pagava (apesar de adorar), meu casamento “perfeito” acabou e o que me restou desse cenário foi meu filho lindo. Sim, estou reconstruindo coisas ainda maiores e melhores, mas o ponto não é esse. O ponto é que todo mundo tem um “behind the scenes” complicado, bizarro, triste, tenso, etc.

 

Qual a moral da história?

Não passar tanto tempo querendo o que é do outro. Fuçando a vida das pessoas, invejando os fotologs alheios, achando que só você se ferra e todo mundo vive lindo na balada. É bacana ser você. Mesmo com o behind the scenes. Dar uma aparadinha aqui, um up acolá e se divertir. Afinal é disso que estamos falando né?

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Como é difícil encontrar o Deus aos 25

fevereiro 9, 2009 · 1 Comentário

Dos 15 aos 17 anos, eu tive um privilégio danado de bom. Uma banda de rock, só de meninas, com objetivos politicamente, e socialmente corretos. A gente passava mensagens positivas e arrecadava comida e agasalhos para velhinhos em asilos, essas coisas. Quando me perguntavam se eu acreditava em Deus, costumava dizer que ele andava comigo.

A banda acabou. Cada guria foi pro seu lado fazer os “corres” da vida. Umas foram morar fora, outras casaram e eu fazia cursinho e trabalhava no shopping para “não depender do dinheiro do meu pai” que, diga-se de passagem, mais bancava a brincadeira. Depois veio a faculdade, o comunismo, o MST, o salário baixo e o filho. O nascimento do pequeno com certeza foi o acontecimento mais transcendental e próximo do Deus (como dizia Clarice) da minha vida. Mas agora, aos vinte e seis, percebo como tudo isso fica perdido no meio da rotina, dos prazos para cumprir, das matérias para entregar, da preocupação com a beleza, a saúde, a carreira, as dívidas, ser mãe, pai, macho da casa, os relacionamentos de mim mesma. Bem egoísta né? Ficou difícil parar para um café com o Deus, pensar no resto da humanidade de repente…

E você? Quantas vezes fecha os olhos por dia? Nem que seja para pensar em nada?

E o que tem feito de bom para o resto do mundo?

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O QUE IMPORTA

janeiro 29, 2009 · 3 Comentários

Feliz 2009, leitoras/es deste blog! (E quem vier com PowerPoint com mensagens de use filtro solar ou feliz 200Inove merece voadora!) Eu não tive férias, apenas alguns dias no meio do mato com direito a barraca sendo levada pela tempestade, meus dois amores, gente querida e muita comida – o que conservou meu branco esverdeado e meus quilos a mais que deveria ter perdido para o verão.

Voltei para a academia com a culpa do natal, básico, e logo na primeira série de spinning-upper-eastsidown-coxasglúteos escuto a conversa da professora com a guria que puxava pesos de dois quilos ao lado:

- Ah, mas você já leu muito livros, agora tem que malhar! Tem que vir todos os dias suar a camisa!

Diz a professora loira tanquinho.

- Hehe… Ainda não li tantos livros quanto gostaria…

Ri amarelo a guria.

- Aposto que se você estiver gostosona seu namorado nem vai querer saber da sua cultura! Você nem vai precisar abrir a boca!

Insiste a professora loira tanquinho.

-…

Vomita mentalmente a guria.

- O que importa é o SHAKE!

Erra a professora loira tanquinho, que na verdade queria dizer SHAPE.

Quase me matei pulando do legpress.

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Medo do bote

janeiro 27, 2009 · 1 Comentário

Participo de um blog anônimo, feito por meninas jornalistas, que é muito bacana. Lá a gente dá nome aos bois, por isso não dá pra divulgar. O fato é que percebi que ultimamente os posts estão muito parecidos, todos sobre um medo inexplicável de se relacionar. Uma pulguinha atrás da orelha, um pezinho atrás com o/a fulano/a, e certa culpa por se sentir assim. Aí fiquei pensando: será a tão já falada idéia das relações descartáveis? Será desilusão uma atrás da outra? Será que só existe uma relação especial profunda e doída e depois dela nunca mais? Eu não sei. Mas como explicar essa dúvida que atormenta a cabeça da mulherada pós vinte e cinco, que não consegue se jogar e se arma até os dentes de tolerância zero contra os defeitos e possíveis sacanagens do outro? Algumas inclusive pulando de cama em cama e fazendo questão do desapego.

 

Eu não sou psicóloga. Mas é muito ruim viver assim. Sem a sensação de “deixa rolar”. A coisa se torna racional: “ele é bacana, me trata bem, é carinhoso, inteligente” e ainda assim tem o “mas não sei…” como se a gente estivesse namorando um tigre! Lindo e perigoso, bonitinha mas ordinária.

 

Ok. Que a gente não PRECISA mais de um parceiro fixo, (homem ou mulher) é fato. Ninguém precisa de ninguém na verdade. A gente só está com alguém porque quer, porque gosta, porque se sente bem. Ou deveria ser assim. Será por isso que dura menos? A gente pondera menos e corta mais? Pode ser. Será que a gente não acredita mais na índole das pessoas? Também pode ser. Já ouvi essas duas hipóteses. Mas que pena né? Viver ressabiado e no fastfood não é bom pra ninguém. Pelo menos não por muito tempo…

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Odeio saia justa!

janeiro 20, 2009 · 1 Comentário

Sim! Odeio a saia justa no sentido físico da palavra, porque a natureza me fez digamos “privilegiada” na região dos quadris e glúteos. Mas a saia justa que MAIS odeio é aquela que colocam em mim, apesar de eu não querer e às vezes nem saber!

 

Por exemplo: uma vez uma moça chegou a mim suuuuuuuper se desculpando por não poder me convidar para o seu casamento, porque lá haveria alguém que não queria me ver. Ok. Primeiro: casamento hã? Segundo: Quem disse que eu queria ir, ou iria se fosse convidada? Terceiro: que pessoa “u ó” é essa para pedir à noiva que não convide alguém que ela não quer encontrar? De repente virei o comentário da semana entre os amigos e principalmente os que querem ser inimigos, cada um com sua opinião, indignação, “lado da história” sem que eu ABRISSE A MINHA BOCA!

 

E esse tipo de situação sempre rola com quem tem ex. Os amigos não sabem se convidam um ou o outro, se convidam os dois ou nenhum e qualquer atitude que tomam é SEMPRE equivocada, impressionante! Coleguinha, vamos simplificar? Eu sei que é difícil, mas o melhor nesses casos é contar com o bom senso das pessoas. Convide os dois. Se eles têm algo um contra o outro pode crer que vão dar um jeito de saber da presença e declinar ao convite. Olha que elegante! Você sai fina da história e continua com os amigos. Houve um pedido LOSER como o descrito acima? Abra o jogo: “olha fulano me desculpe, mas não dá. Eu não tenho nada a ver com a questão de vocês, vou convidar os dois porque o bar é espaçoso”. E se é você que gosta de por os amigos em situações embaraçosas, sai encosto desse corpo que não te pertence! Aproveita o babado pra mostrar como você está linda e loira, ótima tal qual a canção do Chico Buarque. Ou use sua finesse e não apareça. Mas não faça alarde, que isso é coisa de pobre. POBRE DE ESPÍRITO!

 

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